Empresa quer escanear a íris de toda a população mundial para coletar dados
A BayLDA, autoridade de proteção de dados da Baviera, na Alemanha, determinou nesta quinta-feira (19) a exclusão de dados da World, empresa que tem escaneado a íris de milhares de pessoas pelo mundo em troca de dinheiro.
A determinação não deixa claro se o projeto deverá apagar os dados em todo o mundo ou apenas na Baviera. A BayLDA é responsável por analisar o tratamento de dados da World na União Europeia porque o projeto tem sede na Alemanha.
Na ordem, o órgão alemão afirmou que a coleta de informações biométricas infringe a lei de proteção de dados da União Europeia.
Em março, a Agência Espanhola de Proteção de Dados da Espanha já havia determinado a interrupção da coleta no país. A autoridade repercutiu a decisão nesta quinta e disse que a decisão alemã ratifica a medida adotada anteriormente.
Na decisão de março, a agência espanhola afirmou que o empreendimento da World pode ser uma violação das regras de proteção de dados da União Europeia.
A World é uma iniciativa criada pelo bilionário Sam Altman, cofundador da OpenAI, criadora do ChatGPT. Segundo o projeto, o escaneamento de íris tem o objetivo de ajudar a diferenciar humanos e robôs, bem como autenticar o login de usuários em sites e aplicativos.
Em março, a agência já havia determinado a interrupção imediata do escaneamento e tratamento de dados pessoais que a empresa realizava na Espanha, segundo o El País. A decisão foi mantida pelo Tribunal Supremo da Espanha, rejeitando um recurso movido pelos proprietários da organização.
A World disse ao g1 em 11 de dezembro que a operação na Espanha “está atualmente em uma pausa temporária por iniciativa própria do projeto.”
O g1 questionou novamente a World nesta quinta-feira (19) sobre a ordem de exclusão dos dados na Espanha e aguarda resposta.
A Espanha não é o primeiro país a ir nesta direção. Em novembro, a República Dominicana também suspendeu o escaneamento no país.
A decisão também segue uma preocupação global sobre privacidade dentro deste projeto criado por Sam Altman, CEO da OpenAI (empresa do ChatGPT).
Escaneamento no Brasil
No Brasil, a World está coletando dados em 20 pontos de São Paulo. Até o momento, a empresa afirma ter escaneado as íris de 189 mil pessoas no país, segundo dados desta quinta-feira (19) divulgados pela própria empresa.
Quem aceita oferecer seus dados ganha tokens da Worldcoin, moeda digital da empresa que pode ser convertida para o real.
O projeto levanta questionamentos sobre como vai tratar informações biométricas de milhões de pessoas e qual é a finalidade da coleta desses dados, que são considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
👁️ O que é o projeto
Segundo a organização, o escaneamento da íris tem como objetivo auxiliar na distinção entre humanos e robôs criados por inteligência artificial (IA). Entre os potenciais usos da inovação está a prevenção de perfis falsos em sites e redes sociais, por exemplo.
A ideia da World é que essa tecnologia ainda substitua o Captcha, uma ferramenta de segurança usada por vários sites para certificar que quem está acessando é um humano e não um robô (veja na imagem abaixo).
Teste do reCAPTCHA pode ser validado automaticamente em certas circunstâncias
Reprodução
A estrutura da World tem três frentes:
👁️ World ID, como é chamado o passaporte digital que transforma o registro da íris em uma sequência numérica;
🪙 Token Worldcoin (WLD), a criptomoeda que será distribuída como recompensa para todos os inscritos;
📱World App, o aplicativo que permite fazer transações com a criptomoeda.
A “foto” da irís da pessoa é tirada com a câmera Orb (veja na imagem abaixo) e é usada para criar um código numérico para identificar cada usuário e, de acordo com a World, é apagada logo em seguida.
Dispositivo usado para criar ‘passaporte digital’ da Worldcoin
Darlan Helder/g1
VEJA TAMBÉM:
Órgão do governo pede explicações de empresa do criador do ChatGPT sobre escaneamento de íris dos brasileiros
Por que o criador do ChatGPT quer escanear a íris dos brasileiros
Projeto do criador do ChatGPT que pretende escanear a íris da população mundial chega oficialmente ao Brasil
A BayLDA, autoridade de proteção de dados da Baviera, na Alemanha, determinou nesta quinta-feira (19) a exclusão de dados da World, empresa que tem escaneado a íris de milhares de pessoas pelo mundo em troca de dinheiro.
A determinação não deixa claro se o projeto deverá apagar os dados em todo o mundo ou apenas na Baviera. A BayLDA é responsável por analisar o tratamento de dados da World na União Europeia porque o projeto tem sede na Alemanha.
Na ordem, o órgão alemão afirmou que a coleta de informações biométricas infringe a lei de proteção de dados da União Europeia.
Em março, a Agência Espanhola de Proteção de Dados da Espanha já havia determinado a interrupção da coleta no país. A autoridade repercutiu a decisão nesta quinta e disse que a decisão alemã ratifica a medida adotada anteriormente.
Na decisão de março, a agência espanhola afirmou que o empreendimento da World pode ser uma violação das regras de proteção de dados da União Europeia.
A World é uma iniciativa criada pelo bilionário Sam Altman, cofundador da OpenAI, criadora do ChatGPT. Segundo o projeto, o escaneamento de íris tem o objetivo de ajudar a diferenciar humanos e robôs, bem como autenticar o login de usuários em sites e aplicativos.
Em março, a agência já havia determinado a interrupção imediata do escaneamento e tratamento de dados pessoais que a empresa realizava na Espanha, segundo o El País. A decisão foi mantida pelo Tribunal Supremo da Espanha, rejeitando um recurso movido pelos proprietários da organização.
A World disse ao g1 em 11 de dezembro que a operação na Espanha “está atualmente em uma pausa temporária por iniciativa própria do projeto.”
O g1 questionou novamente a World nesta quinta-feira (19) sobre a ordem de exclusão dos dados na Espanha e aguarda resposta.
A Espanha não é o primeiro país a ir nesta direção. Em novembro, a República Dominicana também suspendeu o escaneamento no país.
A decisão também segue uma preocupação global sobre privacidade dentro deste projeto criado por Sam Altman, CEO da OpenAI (empresa do ChatGPT).
Escaneamento no Brasil
No Brasil, a World está coletando dados em 20 pontos de São Paulo. Até o momento, a empresa afirma ter escaneado as íris de 189 mil pessoas no país, segundo dados desta quinta-feira (19) divulgados pela própria empresa.
Quem aceita oferecer seus dados ganha tokens da Worldcoin, moeda digital da empresa que pode ser convertida para o real.
O projeto levanta questionamentos sobre como vai tratar informações biométricas de milhões de pessoas e qual é a finalidade da coleta desses dados, que são considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
👁️ O que é o projeto
Segundo a organização, o escaneamento da íris tem como objetivo auxiliar na distinção entre humanos e robôs criados por inteligência artificial (IA). Entre os potenciais usos da inovação está a prevenção de perfis falsos em sites e redes sociais, por exemplo.
A ideia da World é que essa tecnologia ainda substitua o Captcha, uma ferramenta de segurança usada por vários sites para certificar que quem está acessando é um humano e não um robô (veja na imagem abaixo).
Teste do reCAPTCHA pode ser validado automaticamente em certas circunstâncias
Reprodução
A estrutura da World tem três frentes:
👁️ World ID, como é chamado o passaporte digital que transforma o registro da íris em uma sequência numérica;
🪙 Token Worldcoin (WLD), a criptomoeda que será distribuída como recompensa para todos os inscritos;
📱World App, o aplicativo que permite fazer transações com a criptomoeda.
A “foto” da irís da pessoa é tirada com a câmera Orb (veja na imagem abaixo) e é usada para criar um código numérico para identificar cada usuário e, de acordo com a World, é apagada logo em seguida.
Dispositivo usado para criar ‘passaporte digital’ da Worldcoin
Darlan Helder/g1
VEJA TAMBÉM:
Órgão do governo pede explicações de empresa do criador do ChatGPT sobre escaneamento de íris dos brasileiros
Por que o criador do ChatGPT quer escanear a íris dos brasileiros
Projeto do criador do ChatGPT que pretende escanear a íris da população mundial chega oficialmente ao Brasil
