Pamonha, curau, bolo de milho, canjica e pipoca voltam a ganhar destaque durante as festas juninas. Mas a importância do milho, e, também da soja, vai muito além dessa época do ano. Os dois grãos estão presentes em uma extensa cadeia produtiva que abastece a indústria, chega diariamente à mesa dos brasileiros e movimenta uma das principais atividades econômicas do Tocantins.
: O estado é uma importante fronteira agrícola, com boa adaptação para as culturas de soja e milho e preços de terras mais competitivos do que outras regiões já consolidadas.
Tharson Lopes/Governo do Tocantins
Nos últimos anos, o estado vem consolidando sua posição como uma das principais fronteiras agrícolas do país. Para o vice-presidente da Aprosoja Tocantins, Thiago Facco, esse crescimento é resultado da expansão das áreas cultivadas aliada ao avanço tecnológico nas propriedades rurais.
“O Tocantins vai aumentando sua produção ano após ano. Na soja, estamos chegando perto de 6 milhões de toneladas. Esse crescimento acontece pela expansão da área plantada, mas também pelos ganhos de produtividade. Para a próxima safra, porém, o cenário deve ser mais desafiador, com menos recursos disponíveis e juros elevados, o que reduz a capacidade de investimento do produtor”, afirma.
Segundo o produtor rural, a agricultura de precisão, a biotecnologia das sementes, os produtos biológicos e as novas tecnologias de manejo têm permitido utilizar os insumos de forma mais eficiente, reduzindo custos e elevando a produtividade das lavouras.
O crescimento é resultado da expansão das áreas cultivadas aliada ao avanço tecnológico nas propriedades rurais.
Madson Maranhão/Governo do Tocantins
Na avaliação do zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, a safra 2025/26 confirmou esse momento positivo da agricultura tocantinense.
“O principal destaque foi a produção de soja, que atingiu recorde de 6,1 milhões de toneladas, crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior. O clima gerou preocupação no início da safra, mas as condições foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, permitindo ao Tocantins alcançar a maior produtividade da sua história, com média de 60,7 sacas por hectare”, explica.
Para o consultor, além das condições favoráveis para a produção, o Tocantins reúne características que ajudam a explicar esse avanço.
“O estado é uma importante fronteira agrícola, com boa adaptação para as culturas de soja e milho e preços de terras mais competitivos do que outras regiões já consolidadas. Isso explica o crescimento dessas culturas, assim como do sorgo e do girassol”, afirma. Segundo ele, embora a produtividade também tenha evoluído, a expansão da área cultivada continua sendo o principal motor do crescimento da produção estadual.
Muito além dos números, Thiago Facco ressalta que a produção agrícola faz parte da rotina da população, mesmo quando isso passa despercebido.
“Quando pensamos na agricultura, muita gente lembra apenas do óleo de soja ou do bolo de milho. Mas ela está presente em praticamente tudo o que faz parte do nosso dia a dia. A carne, o leite, os ovos, os embutidos, o chocolate e até produtos industriais dependem, de alguma forma, da produção agrícola. Mais de 90% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras têm origem no trabalho desenvolvido no campo.”
O vice-presidente da Aprosoja Tocantins também lembra que, apesar dos avanços tecnológicos, nenhum investimento substitui um fator essencial para a atividade rural.
“O principal insumo da agricultura continua sendo a água. Podemos investir em tecnologia, manejo, sementes e boas práticas, mas uma boa safra depende, acima de tudo, de condições climáticas favoráveis. O produtor faz sua parte. Quando o clima ajuda, os resultados aparecem.”
Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, compreender a dimensão da safra também é reconhecer o papel estratégico desempenhado pelos produtores rurais.
“A cada safra, o produtor demonstra sua capacidade de produzir alimentos com eficiência, tecnologia e responsabilidade. Quando aproximamos esses números do cotidiano das pessoas, mostramos que a agricultura está presente muito além das lavouras. Ela gera empregos, movimenta a economia, abastece indústrias e contribui diretamente para a segurança alimentar.”
A possível consolidação de um El Niño no final de 2026 pode trazer irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras.
Aprosoja Tocantins
Apesar dos resultados positivos da safra 2025/26, Felipe Fabbri avalia que o próximo ciclo exigirá ainda mais planejamento por parte dos produtores.
“A safra 2026/27 deverá ocorrer em um cenário de preços internacionais pressionados pelos elevados estoques globais de soja e milho, enquanto os custos logísticos e energéticos podem permanecer elevados. Além disso, a possível consolidação de um El Niño no final de 2026 pode trazer irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras. Nesse ambiente, eficiência operacional, gestão comercial e planejamento logístico serão tão importantes quanto o desempenho das lavouras”, conclui.
: O estado é uma importante fronteira agrícola, com boa adaptação para as culturas de soja e milho e preços de terras mais competitivos do que outras regiões já consolidadas.
Tharson Lopes/Governo do Tocantins
Nos últimos anos, o estado vem consolidando sua posição como uma das principais fronteiras agrícolas do país. Para o vice-presidente da Aprosoja Tocantins, Thiago Facco, esse crescimento é resultado da expansão das áreas cultivadas aliada ao avanço tecnológico nas propriedades rurais.
“O Tocantins vai aumentando sua produção ano após ano. Na soja, estamos chegando perto de 6 milhões de toneladas. Esse crescimento acontece pela expansão da área plantada, mas também pelos ganhos de produtividade. Para a próxima safra, porém, o cenário deve ser mais desafiador, com menos recursos disponíveis e juros elevados, o que reduz a capacidade de investimento do produtor”, afirma.
Segundo o produtor rural, a agricultura de precisão, a biotecnologia das sementes, os produtos biológicos e as novas tecnologias de manejo têm permitido utilizar os insumos de forma mais eficiente, reduzindo custos e elevando a produtividade das lavouras.
O crescimento é resultado da expansão das áreas cultivadas aliada ao avanço tecnológico nas propriedades rurais.
Madson Maranhão/Governo do Tocantins
Na avaliação do zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, a safra 2025/26 confirmou esse momento positivo da agricultura tocantinense.
“O principal destaque foi a produção de soja, que atingiu recorde de 6,1 milhões de toneladas, crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior. O clima gerou preocupação no início da safra, mas as condições foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, permitindo ao Tocantins alcançar a maior produtividade da sua história, com média de 60,7 sacas por hectare”, explica.
Para o consultor, além das condições favoráveis para a produção, o Tocantins reúne características que ajudam a explicar esse avanço.
“O estado é uma importante fronteira agrícola, com boa adaptação para as culturas de soja e milho e preços de terras mais competitivos do que outras regiões já consolidadas. Isso explica o crescimento dessas culturas, assim como do sorgo e do girassol”, afirma. Segundo ele, embora a produtividade também tenha evoluído, a expansão da área cultivada continua sendo o principal motor do crescimento da produção estadual.
Muito além dos números, Thiago Facco ressalta que a produção agrícola faz parte da rotina da população, mesmo quando isso passa despercebido.
“Quando pensamos na agricultura, muita gente lembra apenas do óleo de soja ou do bolo de milho. Mas ela está presente em praticamente tudo o que faz parte do nosso dia a dia. A carne, o leite, os ovos, os embutidos, o chocolate e até produtos industriais dependem, de alguma forma, da produção agrícola. Mais de 90% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras têm origem no trabalho desenvolvido no campo.”
O vice-presidente da Aprosoja Tocantins também lembra que, apesar dos avanços tecnológicos, nenhum investimento substitui um fator essencial para a atividade rural.
“O principal insumo da agricultura continua sendo a água. Podemos investir em tecnologia, manejo, sementes e boas práticas, mas uma boa safra depende, acima de tudo, de condições climáticas favoráveis. O produtor faz sua parte. Quando o clima ajuda, os resultados aparecem.”
Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, compreender a dimensão da safra também é reconhecer o papel estratégico desempenhado pelos produtores rurais.
“A cada safra, o produtor demonstra sua capacidade de produzir alimentos com eficiência, tecnologia e responsabilidade. Quando aproximamos esses números do cotidiano das pessoas, mostramos que a agricultura está presente muito além das lavouras. Ela gera empregos, movimenta a economia, abastece indústrias e contribui diretamente para a segurança alimentar.”
A possível consolidação de um El Niño no final de 2026 pode trazer irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras.
Aprosoja Tocantins
Apesar dos resultados positivos da safra 2025/26, Felipe Fabbri avalia que o próximo ciclo exigirá ainda mais planejamento por parte dos produtores.
“A safra 2026/27 deverá ocorrer em um cenário de preços internacionais pressionados pelos elevados estoques globais de soja e milho, enquanto os custos logísticos e energéticos podem permanecer elevados. Além disso, a possível consolidação de um El Niño no final de 2026 pode trazer irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras. Nesse ambiente, eficiência operacional, gestão comercial e planejamento logístico serão tão importantes quanto o desempenho das lavouras”, conclui.
