Taxa de desmate para os seis primeiros meses aumentou de 1.645 km² em 2024 para 2.090 km² neste ano. Os alertas são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²).
Ueslei Marcelino/Reuters
O acumulado de alertas de desmatamento durante os primeiros seis meses do ano na Amazônia Legal está em 2.090,38 km², segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
📉 Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o índice representa um aumento de aproximadamente 27%, quando os alertas somaram 1.645,94 km². Os números foram divulgados na manhã desta sexta-feira (11) pelo Inpe.
🌱 A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.
Os alertas são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
Ele produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
Por isso, os números podem ter alteração até a finalização da análise dos dados pelo Inpe, que costuma rever a influência de fatores como a cobertura de nuvens na medição das taxas.
Ainda segundo os dados do Deter, a Amazônia teve 458 km² de área sob alerta de desmatamento em junho. É o menor número já registrado para o mês desde o início da série histórica.
☁️ Ao mesmo tempo, porém, o monitoramento enfrentou o maior índice de cobertura de nuvens para junho, o que pode esconder parte da devastação.
Mato Grosso, Pará e Amazonas lideraram o ranking de áreas mais afetadas: juntos, somaram mais de 400 km². Só o Mato Grosso respondeu por quase metade do total, com 206 km².
No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, o Mato Grosso também encabeça a lista dos estados que mais perderam floresta: foram 1.097 km² derrubados, alta de 141% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo o Deter, quase 40% do desmatamento detectado entre 1º e 27 de junho ocorreu em áreas sem definição clara de uso, como florestas públicas não destinadas (17,5%) e terras sem registro fundiário (21,4%).
Ainda assim, a maior parte da devastação ocorreu em propriedades privadas, que concentraram 43,5% dos alertas em junho.
E essa tendência se repete no semestre: até 27 de junho, donos de terras privadas foram responsáveis por 795 km² de desmatamento — 39% do total, um salto de 81% em relação aos 439 km² do mesmo intervalo em 2024.
Deter x Prodes
🚨 Os alertas de desmatamento são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
O Deter, contudo, não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo.
A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.
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Esta matéria está em atualização.
Ueslei Marcelino/Reuters
O acumulado de alertas de desmatamento durante os primeiros seis meses do ano na Amazônia Legal está em 2.090,38 km², segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
📉 Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o índice representa um aumento de aproximadamente 27%, quando os alertas somaram 1.645,94 km². Os números foram divulgados na manhã desta sexta-feira (11) pelo Inpe.
🌱 A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.
Os alertas são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
Ele produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
Por isso, os números podem ter alteração até a finalização da análise dos dados pelo Inpe, que costuma rever a influência de fatores como a cobertura de nuvens na medição das taxas.
Ainda segundo os dados do Deter, a Amazônia teve 458 km² de área sob alerta de desmatamento em junho. É o menor número já registrado para o mês desde o início da série histórica.
☁️ Ao mesmo tempo, porém, o monitoramento enfrentou o maior índice de cobertura de nuvens para junho, o que pode esconder parte da devastação.
Mato Grosso, Pará e Amazonas lideraram o ranking de áreas mais afetadas: juntos, somaram mais de 400 km². Só o Mato Grosso respondeu por quase metade do total, com 206 km².
No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, o Mato Grosso também encabeça a lista dos estados que mais perderam floresta: foram 1.097 km² derrubados, alta de 141% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo o Deter, quase 40% do desmatamento detectado entre 1º e 27 de junho ocorreu em áreas sem definição clara de uso, como florestas públicas não destinadas (17,5%) e terras sem registro fundiário (21,4%).
Ainda assim, a maior parte da devastação ocorreu em propriedades privadas, que concentraram 43,5% dos alertas em junho.
E essa tendência se repete no semestre: até 27 de junho, donos de terras privadas foram responsáveis por 795 km² de desmatamento — 39% do total, um salto de 81% em relação aos 439 km² do mesmo intervalo em 2024.
Deter x Prodes
🚨 Os alertas de desmatamento são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
O Deter, contudo, não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo.
A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.
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Esta matéria está em atualização.
