Bill Gates, fundador da Microsoft, chega para prestar depoimento para a comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga a atuação das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein
REUTERS/Jonathan Ernst
Bill Gates disse aos membros do Congresso nesta quarta-feira (10) que “não compreendia totalmente a extensão” dos crimes de Jeffrey Epstein quando se associou ao falecido criminoso sexual condenado para arrecadar dinheiro para sua fundação filantrópica.
Gates também testemunhou que nunca presenciou qualquer conduta criminosa por parte de Epstein. Ele acusou Epstein de chantageá-lo por causa de seus casos extraconjugais. As informações são da agência Reuters.
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“Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates, de acordo com uma cópia de sua declaração de abertura.
“Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que acrescentou — para me pressionar a retomar o contato com ele.”
O Congresso vem investigando a forma como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conduziu o caso Epstein. O depoimento do bilionário tratou de seus contatos com o criminoso sexual condenado que atraiu mulheres e meninas de origens pobres ou instáveis.
O cofundador da Microsoft, prestou depoimento de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes, que investiga possíveis falhas federais na condução dos casos contra Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell e questões relacionadas.
O deputado James Comer, presidente republicano do comitê, pediu em uma carta enviada em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial transcrita.
Gates contratou Jake Greenberg, que foi o principal investigador do comitê de supervisão até dezembro, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento, informou o New York Times na terça-feira. Um porta-voz do comitê disse à Reuters que o painel não trabalha com Greenberg desde sua saída.
Epstein se declarou culpado em 2008 de uma acusação criminal estadual de prostituição na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.
Agora no g1
Promotores federais o acusaram de tráfico sexual de menores em 2019. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu no que foi considerado suicídio mais tarde naquele ano, antes de seu julgamento.
Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça indicaram que Gates e Epstein se encontraram repetidamente após o período de prisão de Epstein em 2008 para discutir a expansão dos esforços filantrópicos do bilionário da tecnologia.
Eles também incluíam fotos de Gates posando com mulheres cujos rostos foram ocultados. Gates já afirmou anteriormente que a relação com Epstein se limitava a discussões relacionadas à filantropia e disse que foi um erro encontrá-lo.
Gates “assumiu a responsabilidade por suas ações” em uma reunião geral realizada em fevereiro com funcionários da Fundação Gates, disse à Reuters um porta-voz da organização filantrópica.
A relação de Gates com Epstein também envolveu a Fundação Gates, que afirmou em abril ter iniciado uma revisão externa sobre seu relacionamento com o falecido financista.
E-mails divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da Fundação Gates.
Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein
Jornal Nacional/ Reprodução
A investigação do comitê da Câmara inclui a forma como as autoridades conduziram investigações e processos judiciais, acordos judiciais, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual, preocupações éticas e atrasos na divulgação de arquivos governamentais.
A divulgação pelo Departamento de Justiça de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou seus vínculos com muitas figuras proeminentes da política, das finanças, da academia e dos negócios, incluindo o presidente Donald Trump, que manteve ampla convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000.
A ex-procuradora-geral Pam Bondi, demitida por Trump em abril, enfrentou fortes críticas por sua condução do caso. Alguns críticos a acusaram de tentar proteger Trump de um maior escrutínio.
Trump se opôs à divulgação dos arquivos até pouco antes de o Congresso aprovar, por ampla maioria, uma lei determinando sua divulgação.
Relação com Epstein
Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein
House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters
Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.
Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades.
Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008.
Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais.
As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele.
Em fevereiro, Gates “assumiu a responsabilidade por seus atos” durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters.
Fundação Gates sob escrutínio
A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril.
Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação.
O que a comissão investiga
A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais.
A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia.
Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.
A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.
REUTERS/Jonathan Ernst
Bill Gates disse aos membros do Congresso nesta quarta-feira (10) que “não compreendia totalmente a extensão” dos crimes de Jeffrey Epstein quando se associou ao falecido criminoso sexual condenado para arrecadar dinheiro para sua fundação filantrópica.
Gates também testemunhou que nunca presenciou qualquer conduta criminosa por parte de Epstein. Ele acusou Epstein de chantageá-lo por causa de seus casos extraconjugais. As informações são da agência Reuters.
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“Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates, de acordo com uma cópia de sua declaração de abertura.
“Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que acrescentou — para me pressionar a retomar o contato com ele.”
O Congresso vem investigando a forma como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conduziu o caso Epstein. O depoimento do bilionário tratou de seus contatos com o criminoso sexual condenado que atraiu mulheres e meninas de origens pobres ou instáveis.
O cofundador da Microsoft, prestou depoimento de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes, que investiga possíveis falhas federais na condução dos casos contra Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell e questões relacionadas.
O deputado James Comer, presidente republicano do comitê, pediu em uma carta enviada em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial transcrita.
Gates contratou Jake Greenberg, que foi o principal investigador do comitê de supervisão até dezembro, para ajudá-lo a se preparar para o depoimento, informou o New York Times na terça-feira. Um porta-voz do comitê disse à Reuters que o painel não trabalha com Greenberg desde sua saída.
Epstein se declarou culpado em 2008 de uma acusação criminal estadual de prostituição na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.
Agora no g1
Promotores federais o acusaram de tráfico sexual de menores em 2019. Epstein se declarou inocente dessas acusações e morreu no que foi considerado suicídio mais tarde naquele ano, antes de seu julgamento.
Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça indicaram que Gates e Epstein se encontraram repetidamente após o período de prisão de Epstein em 2008 para discutir a expansão dos esforços filantrópicos do bilionário da tecnologia.
Eles também incluíam fotos de Gates posando com mulheres cujos rostos foram ocultados. Gates já afirmou anteriormente que a relação com Epstein se limitava a discussões relacionadas à filantropia e disse que foi um erro encontrá-lo.
Gates “assumiu a responsabilidade por suas ações” em uma reunião geral realizada em fevereiro com funcionários da Fundação Gates, disse à Reuters um porta-voz da organização filantrópica.
A relação de Gates com Epstein também envolveu a Fundação Gates, que afirmou em abril ter iniciado uma revisão externa sobre seu relacionamento com o falecido financista.
E-mails divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da Fundação Gates.
Divulgação de arquivos da Justiça americana expõem relações entre as pessoas mais poderosas do mundo com Jeffrey Epstein
Jornal Nacional/ Reprodução
A investigação do comitê da Câmara inclui a forma como as autoridades conduziram investigações e processos judiciais, acordos judiciais, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual, preocupações éticas e atrasos na divulgação de arquivos governamentais.
A divulgação pelo Departamento de Justiça de milhões de documentos internos relacionados a Epstein revelou seus vínculos com muitas figuras proeminentes da política, das finanças, da academia e dos negócios, incluindo o presidente Donald Trump, que manteve ampla convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000.
A ex-procuradora-geral Pam Bondi, demitida por Trump em abril, enfrentou fortes críticas por sua condução do caso. Alguns críticos a acusaram de tentar proteger Trump de um maior escrutínio.
Trump se opôs à divulgação dos arquivos até pouco antes de o Congresso aprovar, por ampla maioria, uma lei determinando sua divulgação.
Relação com Epstein
Bill Gates aparece ao lado de jovem cujo rosto foi ocultado em arquivos de Jeffrey Epstein
House Oversight Committee Democrats/ Handout via Reuters
Jeffrey Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação relacionada à exploração sexual de menores na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão.
Anos depois, em 2019, foi acusado por promotores federais de tráfico sexual de menores. Ele negou as acusações e morreu na prisão antes do julgamento, em uma morte considerada suicídio pelas autoridades.
Documentos divulgados neste ano pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que Gates e Epstein se encontraram diversas vezes após a condenação de 2008.
Segundo os registros, os encontros envolviam discussões sobre possíveis iniciativas filantrópicas e projetos sociais.
As divulgações também incluíram fotografias de Gates ao lado de mulheres não identificadas. O empresário já afirmou anteriormente que seu relacionamento com Epstein se limitava a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele.
Em fevereiro, Gates “assumiu a responsabilidade por seus atos” durante uma reunião com funcionários da Fundação Gates, segundo um porta-voz da organização ouvido pela Reuters.
Fundação Gates sob escrutínio
A relação entre Gates e Epstein também levou a Fundação Gates a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista, informou a instituição em abril.
Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação.
O que a comissão investiga
A comissão da Câmara analisa diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, possíveis falhas no combate ao tráfico sexual, questões éticas e atrasos na divulgação de documentos oficiais.
A liberação de milhões de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, dos negócios, das finanças e da academia.
Entre os nomes citados nos documentos está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manteve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.
A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi alvo de críticas pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso aprovou posteriormente uma lei determinando a liberação dos documentos.
