Conheça cachoeira paradisíaca que virou alvo de disputa judicial no TO
Ismael Farias Batista, proprietário da Fazenda Catoá, em Paranã, contou que foi chamado de invasor, mesmo morando no local com a família há mais de 40 anos. A área virou alvo de disputa após a Justiça do Tocantins determinar que o acesso à Cachoeira do Catoá seja desobstruído para garantir a passagem de moradores e turistas.
Conforme Ismael, a família de quilombolas mantém atividades ligadas ao turismo e à agricultura. Ele afirma que a disputa trouxe visibilidade para a situação enfrentada pelos moradores da comunidade.
“Somos nascidos e criados naquele local e estamos ali para receber o turista. Até então a gente era muito invisível e após a gente entrar com essa demanda na Justiça, começamos a criar visibilidade. Até então todo mundo dizia que a gente era invasor. A gente hoje vive em torno do turismo e da agricultura. Nós plantamos, vendemos, usufruímos daquilo que nós temos. Temos hoje um pomar com muita laranja, banana, abacate, temos a mandioca. Ouvir que a gente é invasor, mesmo nascido e criado no lugar, isso nos traz uma grande tristeza”, comentou.
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A cachoeira fica localizada no povoado Campo Alegre, na divisa entre Tocantins e Goiás. O impasse judicial começou depois que o principal caminho utilizado por moradores, turistas e guias foi fechado. A Justiça entendeu que a medida prejudicou o acesso ao ponto turístico e impactou diretamente a economia local.
O g1 solicitou posicionamento às defesas dos donos da área vizinha, que tinham bloqueando o acesso, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
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Reprodução/Instagram de Cachoeira do Catoá
Disputa judicial
Uma decisão inicial havia garantido a posse do imóvel aos moradores, mas a porteira de acesso pela Fazenda Santana foi trancada com correntes e cadeados, prejudicando a passagem até a cachoeira. Segundo a Justiça, esse trecho é o caminho mais antigo e acessível para chegar ao ponto turístico, além de ser utilizado há décadas por guias locais, vans e turistas.
A nova decisão foi expedida pelo juiz Frederico Paiva Bandeira, da 1ª Escrivania Cível de Paranã, no dia 17 de setembro de 2026. No documento, é afirmado que o bloqueio afetou a economia e o turismo do Povoado Campo Alegre e de Paranã.
“Defiro o pedido liminar para determinar que os requeridos abstenham-se de praticar qualquer ato que restrinja o uso dos autores e de qualquer outra pessoa às servidões de trânsito já existentes que dão acesso ao imóvel rural ‘Fazenda Catoá’, desobstruindo a porteira indicada pelos autores”, relatou o juiz.
A Justiça deu um prazo de cinco dias, a partir da intimação, para o cumprimento da ordem. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil. A decisão também proíbe os proprietários do local de acesso, que fica na área vizinha, de realizar atividades comerciais relacionadas à cachoeira.
Cachoeira do Catoá
A atração conquista os turistas pela queda d’água de 70 metros de altura, além da vegetação que cerca toda a área de banho, formando um paraíso no Cerrado.
A região oferece dois poços diferentes: um de águas verde-esmeralda e temperatura gelada, e outro, alimentado por uma nascente azul-turquesa, com águas mornas. A cachoeira fica a aproximadamente 460 km de Palmas. A recomendação é que a viagem seja feita em veículo 4×4, especialmente se a estrada estiver danificada pelas chuvas.
Para visitar a região, os turistas devem pagar uma entrada de R$ 50. A trilha para chegar à queda d’água tem cerca de 6 km, contando ida e volta, e é classificada como de nível médio. O melhor período para conhecer a cachoeira é entre abril e outubro.
Cachoeira impressiona por poços de diferentes temperaturas e queda de 70 metros
Reprodução/Canal Cine Outdoor
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Ismael Farias Batista, proprietário da Fazenda Catoá, em Paranã, contou que foi chamado de invasor, mesmo morando no local com a família há mais de 40 anos. A área virou alvo de disputa após a Justiça do Tocantins determinar que o acesso à Cachoeira do Catoá seja desobstruído para garantir a passagem de moradores e turistas.
Conforme Ismael, a família de quilombolas mantém atividades ligadas ao turismo e à agricultura. Ele afirma que a disputa trouxe visibilidade para a situação enfrentada pelos moradores da comunidade.
“Somos nascidos e criados naquele local e estamos ali para receber o turista. Até então a gente era muito invisível e após a gente entrar com essa demanda na Justiça, começamos a criar visibilidade. Até então todo mundo dizia que a gente era invasor. A gente hoje vive em torno do turismo e da agricultura. Nós plantamos, vendemos, usufruímos daquilo que nós temos. Temos hoje um pomar com muita laranja, banana, abacate, temos a mandioca. Ouvir que a gente é invasor, mesmo nascido e criado no lugar, isso nos traz uma grande tristeza”, comentou.
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A cachoeira fica localizada no povoado Campo Alegre, na divisa entre Tocantins e Goiás. O impasse judicial começou depois que o principal caminho utilizado por moradores, turistas e guias foi fechado. A Justiça entendeu que a medida prejudicou o acesso ao ponto turístico e impactou diretamente a economia local.
O g1 solicitou posicionamento às defesas dos donos da área vizinha, que tinham bloqueando o acesso, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
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Reprodução/Instagram de Cachoeira do Catoá
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Uma decisão inicial havia garantido a posse do imóvel aos moradores, mas a porteira de acesso pela Fazenda Santana foi trancada com correntes e cadeados, prejudicando a passagem até a cachoeira. Segundo a Justiça, esse trecho é o caminho mais antigo e acessível para chegar ao ponto turístico, além de ser utilizado há décadas por guias locais, vans e turistas.
A nova decisão foi expedida pelo juiz Frederico Paiva Bandeira, da 1ª Escrivania Cível de Paranã, no dia 17 de setembro de 2026. No documento, é afirmado que o bloqueio afetou a economia e o turismo do Povoado Campo Alegre e de Paranã.
“Defiro o pedido liminar para determinar que os requeridos abstenham-se de praticar qualquer ato que restrinja o uso dos autores e de qualquer outra pessoa às servidões de trânsito já existentes que dão acesso ao imóvel rural ‘Fazenda Catoá’, desobstruindo a porteira indicada pelos autores”, relatou o juiz.
A Justiça deu um prazo de cinco dias, a partir da intimação, para o cumprimento da ordem. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil. A decisão também proíbe os proprietários do local de acesso, que fica na área vizinha, de realizar atividades comerciais relacionadas à cachoeira.
Cachoeira do Catoá
A atração conquista os turistas pela queda d’água de 70 metros de altura, além da vegetação que cerca toda a área de banho, formando um paraíso no Cerrado.
A região oferece dois poços diferentes: um de águas verde-esmeralda e temperatura gelada, e outro, alimentado por uma nascente azul-turquesa, com águas mornas. A cachoeira fica a aproximadamente 460 km de Palmas. A recomendação é que a viagem seja feita em veículo 4×4, especialmente se a estrada estiver danificada pelas chuvas.
Para visitar a região, os turistas devem pagar uma entrada de R$ 50. A trilha para chegar à queda d’água tem cerca de 6 km, contando ida e volta, e é classificada como de nível médio. O melhor período para conhecer a cachoeira é entre abril e outubro.
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Reprodução/Canal Cine Outdoor
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