Feirante vende pastel para ajudar filhas: ‘Formando duas em medicina’
A feirante Marly Moreira Silvestre, de 55 anos, paga a faculdade de medicina das duas filhas com os pastéis que ela mesma produz e leva para vender na feira da 304 Sul, em Palmas, região central do estado. A rotina dela chega a 16 horas nos dias de feira, às terças e às sextas.
Dona Marly conta que a rotina de trabalho ganhou novo significado há dois anos, período em que tem investido no sonho das filhas, Fernanda e Tallyta. Ela acorda cedo para limpar o espaço e preparar os produtos, e permanece na feira até o final da noite.
“Eu levanto às 5h da manhã em dia de feira. Faço cursos pra continuar aprendendo e inovando. É dedicação e amor. O resultado é ver as pessoas me ligando, outras falando ‘vim comer só para ajudar a pagar a faculdade das suas filhas'”, diz.
São mais de 50 recheios combinados ao longo de 29 anos vendendo pastel na feira. Os preços variam entre R$ 14 e R$ 28. O de carne com queijo e frango com guariroba são os mais pedidos, e também há opções doces como o de banana com queijo e Romeu e Julieta.
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Feirante Marly Moreira com as filhas, Fernanda e Tallyta, e o marido
Arquivo Pessoal/Marly Moreira
Marly explica que o de camarão é o mais caro, na faixa de R$ 28. “Tem muita gente que gosta do de camarão. É um bobó de camarão, bem cremoso e recheado. Os pastéis são sequinhos, fritados no óleo de algodão”, diz.
As massas produzidas por ela também são vendidas para outras pastelarias e restaurantes da cidade. Mas, ela afirma que a clientela não se limita ao Tocantins. A feirante já enviou massas para uma cliente no Japão.
“Tenho uma cliente há 20 anos, que hoje mora no Japão. Ela já encomendou minha massa e levou congelada para lá”, conta.
Pastéis mantém o estudo das filhas
As filhas de Marly iniciaram, recentemente, o 5º período do curso em uma faculdade privada em Palmas. Fernanda, de 27 anos, afirma que cada pessoa que compra um pastel também colabora para a conquista desse sonho.
“Tenho muito orgulho de ser filha de uma feirante. Estar ao lado dela me permite enxergar de perto o quanto esse trabalho exige dedicação, amor e o carinho com que ela trata cada cliente. Muitos deles acompanham a nossa história há anos e, de certa forma, também fazem parte dessa conquista”, diz a estudante.
Marly conta que paga o valor integral das mensalidades do curso das filhas e diz que, quando consegue pagar as parcelas em dia, garante também um desconto de 10% nos valores.
“Bancamos tudo com pastel até agora. Mas estamos tentando buscar financiamento, porque não é fácil pagar, é caro. Mas Deus tem provido. Coloco o joelho no chão todos os dias para agradecer cada cliente, e para que Ele envie mais clientes para eu conseguir pagar [as mensalidades]”, afirma a mãe.
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A feirante Marly Moreira Silvestre, de 55 anos, paga a faculdade de medicina das duas filhas com os pastéis que ela mesma produz e leva para vender na feira da 304 Sul, em Palmas, região central do estado. A rotina dela chega a 16 horas nos dias de feira, às terças e às sextas.
Dona Marly conta que a rotina de trabalho ganhou novo significado há dois anos, período em que tem investido no sonho das filhas, Fernanda e Tallyta. Ela acorda cedo para limpar o espaço e preparar os produtos, e permanece na feira até o final da noite.
“Eu levanto às 5h da manhã em dia de feira. Faço cursos pra continuar aprendendo e inovando. É dedicação e amor. O resultado é ver as pessoas me ligando, outras falando ‘vim comer só para ajudar a pagar a faculdade das suas filhas'”, diz.
São mais de 50 recheios combinados ao longo de 29 anos vendendo pastel na feira. Os preços variam entre R$ 14 e R$ 28. O de carne com queijo e frango com guariroba são os mais pedidos, e também há opções doces como o de banana com queijo e Romeu e Julieta.
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Arquivo Pessoal/Marly Moreira
Marly explica que o de camarão é o mais caro, na faixa de R$ 28. “Tem muita gente que gosta do de camarão. É um bobó de camarão, bem cremoso e recheado. Os pastéis são sequinhos, fritados no óleo de algodão”, diz.
As massas produzidas por ela também são vendidas para outras pastelarias e restaurantes da cidade. Mas, ela afirma que a clientela não se limita ao Tocantins. A feirante já enviou massas para uma cliente no Japão.
“Tenho uma cliente há 20 anos, que hoje mora no Japão. Ela já encomendou minha massa e levou congelada para lá”, conta.
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As filhas de Marly iniciaram, recentemente, o 5º período do curso em uma faculdade privada em Palmas. Fernanda, de 27 anos, afirma que cada pessoa que compra um pastel também colabora para a conquista desse sonho.
“Tenho muito orgulho de ser filha de uma feirante. Estar ao lado dela me permite enxergar de perto o quanto esse trabalho exige dedicação, amor e o carinho com que ela trata cada cliente. Muitos deles acompanham a nossa história há anos e, de certa forma, também fazem parte dessa conquista”, diz a estudante.
Marly conta que paga o valor integral das mensalidades do curso das filhas e diz que, quando consegue pagar as parcelas em dia, garante também um desconto de 10% nos valores.
“Bancamos tudo com pastel até agora. Mas estamos tentando buscar financiamento, porque não é fácil pagar, é caro. Mas Deus tem provido. Coloco o joelho no chão todos os dias para agradecer cada cliente, e para que Ele envie mais clientes para eu conseguir pagar [as mensalidades]”, afirma a mãe.
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