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Home»Tocantins»Do corpo em rio à prisão do marido e filhas: veja cronologia da morte de Deise Carmem
Tocantins

Do corpo em rio à prisão do marido e filhas: veja cronologia da morte de Deise Carmem

abril 7, 2026Nenhum comentário3 Visitas
Quem era Deise Carmem, mulher que foi morta e teve o corpo jogado em rio
O assassinato da servidora pública e empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, repercutiu na região sul do Tocantins pela brutalidade e pela revelação de que o crime teria sido planejado pela própria família. A investigação aponta que o homicídio foi motivado por conflitos familiares e interesses financeiros.
Deise desapareceu em dezembro de 2025 e o corpo dela foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026. O exame de necropsia indicou que Deise Carmem foi morta a facadas.
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Os principais suspeitos do crime são o marido, José Roberto Ribeiro, e duas filhas da vítima, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro. Os três foram presos em fevereiro e indiciados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (4).
A defesa deles informou que existem “lacunas fundamentais” no relatório policial e tomará todas as medidas legais cabíveis, assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude (leia a íntegra da nota abaixo).
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Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos
Reprodução/Gurupi Memes
Confira abaixo a cronologia dos principais desdobramentos do caso:
26 de dezembro de 2025 – O crime: Deise foi levada para uma área rural próxima à Vila Quixaba, onde teria sofrido uma emboscada e sido morta com diversos golpes de faca. Após o assassinato, o corpo foi jogado no Rio Santa Tereza para ocultar o crime.
27 de dezembro de 2025 – Desaparecimento: A servidora foi considerada oficialmente desaparecida logo após o Natal. Para enganar a polícia e parentes, as filhas utilizaram um celular comprado no nome da mãe para enviar mensagens fingindo que ela havia ido embora por vontade própria.
1º de janeiro de 2026 – Corpo encontrado: Um morador avistou o corpo de Deise boiando no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe. O Corpo de Bombeiros realizou o resgate no meio do rio.
2 de fevereiro de 2026 – Prisão dos suspeitos: Após cerca de um mês de investigação, a Polícia Civil prendeu temporariamente o marido da vítima, de 54 anos, e as duas filhas, de 26 e 31 anos. As prisões ocorreram em Palmas e Palmeirópolis.
6 de abril de 2026 – Indiciamento: A Polícia Civil indiciou as duas filhas por feminicídio e emboscada, alegando que elas viam a mãe como um “obstáculo” para acessar bens familiares. O marido foi indiciado por atuar na eliminação de registros digitais relevantes após o crime.
Quem era Deise Carmem
Deise Carmem de Oliveira Ribeiro era natural de Porangatu (GO), mas morava em Palmeirópolis (TO). Além de servidora pública, ela era uma empresária dedicada, proprietária de uma fábrica de rodos onde trabalhava ativamente.
Descrita por familiares como uma pessoa de “riso solto”, alegre e generosa, Deise era a caçula de 12 irmãos e estava casada há 30 anos. Seus parentes reforçaram que ela era uma mulher honesta e temente a Deus, e pediram que não fosse lembrada apenas como uma estatística da violência.
Conflitos familiares e interesses financeiros
Filhas são indiciadas por matar a mãe em Peixe
As investigações da Polícia Civil apontaram que o assassinato de Deise Carmem foi motivado por conflitos familiares e brigas internas. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Paulo Sousa Ribeiro, as duas filhas da servidora a viam como um “obstáculo” para que pudessem acessar os bens da família, evidenciando que o crime também teve motivações financeiras.
Próximos passos da investigação
Com o encerramento do inquérito pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPTO), que analisará as provas para decidir se apresentará a denúncia criminal à Justiça.
A perícia no celular apreendido de uma das filhas é considerada fundamental para consolidar a autoria e a dinâmica do crime. Enquanto isso, os três suspeitos permanecem presos preventivamente.
Íntegra da nota da defesa
A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e Jose Roberto Ribeiro, diante da recente conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado do Tocantins e das solicitações de pronunciamento enviadas por este veículo de comunicação, vem a público esclarecer que recebeu com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026.
A conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual e, para os investigados, representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial.
É imperativo reconhecer o excelente e exaustivo trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Contudo, muito embora o esforço investigativo seja notório, a defesa sublinha que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. A narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico e se baseia em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado.
A defesa destaca que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular Jose Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. O indiciamento deste restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais, o que afasta, de plano, qualquer participação nos crimes investigados.
A defesa tomará todas as medidas legais cabíveis assegurando que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Confiamos que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas hoje existentes serão sanadas, restabelecendo-se a justiça e a verdade real sobre os fatos.
A defesa permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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